Como ser um gestor no mundo do home office


Já faz mais de um ano, que o nosso mundo vem mudando... A pandemia trouxe uma grande instabilidade para todas as áreas profissionais e com isso, novos desafios aos seus gestores e líderes, que tiveram que aprender e se adaptar a uma nova realidade, às mudanças bruscas nas relações de trabalho e a métodos de como manter o seu time conectado e com a produtividade desejada.

Neste momento em que, foi necessário um isolamento social para ajudar na prevenção da COVID-19, acabamos que, sofrendo um grande pênalti, carregado de desmotivação, medo e pânico dos nosso colaboradores. 

A figura do gestor, que já era fundamental para a orientação de sua equipe, tornou-se primordial, neste momento tão complexo para todos. Um profissional que precisará mudar juntamente com o mundo e aprender novas formas de relacionamento com sua equipe e reinventar métodos para sobreviver neste novo mercado. Mas então, como o gestor consegue motivar a equipe, mantê-la unida, e ainda mais produtiva neste período de distanciamento?‍

Desta forma, podemos afirmar que, este é um momento crucial para qualquer gestor, independente da área de atuação da sua empresa, ele precisa pensar no desenvolvimento e alcance do seu objetivo e na saúde e bem estar dos seus colaboradores. Então, as suas atitudes devem estar direcionadas ao propósito de encontrar saídas e soluções que beneficiem ambos, e o seu papel nunca foi tão difícil e inovador.

Confira abaixo 10 dicas para gerir bem a sua equipe em home office e manter a motivação em alta:

  1. Mantenha sempre a boa comunicação: Mais do que nunca o gestor precisa estar próximo de sua equipe e o meio mais eficaz para isso é manter uma boa comunicação mesmo que seja a distância. Saiba compartilhar as informações da empresa que estão disponíveis no momento, seja transparente e verdadeiro. Isso ajuda a minimizar a ansiedade e medo, além de trazer segurança e confiança. Converse com seu time e alinhe expectativas, ouça as ideias e dúvidas e mantenha sempre o canal aberto para que você seja a fonte das informações. Quando a comunicação é escassa e a desinformação toma conta, abre-se margem para conflitos e incertezas, não deixe isso acontecer. Seja presente e preocupado, neste momento é importante que estabeleçam uma frequência na comunicação.
  2. Esteja atento ao comportamento dos jogadores do seu time: Diante do cenário instável, muitas organizações precisam repensar as suas equipes, fazer cortes e mudar algumas práticas no negócio. Isso gera nos colaboradores medo e insegurança, afinal essas consequências podem refletir diretamente no seu trabalho. É neste momento que o papel do gestor é crucial. Ficar atento aos colaboradores desmotivados, sem iniciativa e com baixo interesse em cooperar é imprescindível para manter o bom relacionamento de todo o time. Ofereça uma atenção especial a esta pessoa, entenda o seu momento e faça o possível para mudar a situação. É seu papel mapear esses sinais e buscar formas de revertê-lo.
  3. Saiba dar feedbacks recorrentes e incentivar os demais: Esta uma dica bem recorrente no mundo dos gestoras, mas são poucos aqueles que aprendem a lição. Mesmo em home office, uma das funções mais importantes do gestor é desenvolver pessoas e, nesse sentido, o feedback acaba sendo uma das principais ferramentas para ajudar nessa evolução. Conheça sua equipe, entenda o momento de cada um, acompanhe os projetos, a dedicação e a entrega. Faça análises de grupo e individuais quando necessário. Esta é uma maneira de acompanhar o trabalho do time e mostrar a cada um deles, que mesmo à distância estão sendo vistos e que o trabalho de cada um deles é fundamental para a organização.
  4. Uma injeção de liberdade e confiança: ‍Este é um conceito que significa “descentralização de poderes”, ou seja, oferece aos colaboradores autonomia e maior participação nas atividades e é uma das ações de motivação nas empresas que mais proporciona poder de decisão e responsabilidades.‍ Trabalhe isso a seu favor. Dê mais autonomia, delegue atividades e deixe seus colaboradores sentirem que a opinião deles também faz parte das decisões da empresa e que estão sendo ouvidos. Este é inquestionavelmente um fator de motivação e engajamento.‍ Neste momento onde áreas multidisciplinares se unem em busca de um único objetivo, faça isso também com sua equipe, mesmo em home office, trabalhe novos desafios e acompanhe a qualidade das entregas.
  5. Cuidado com a sobrecarga de trabalho‍: Já foi comprovado que quem trabalha em casa, na maioria das vezes, acaba trabalhando mais do que se estivesse no escritório.‍ Isso porque os horários acabam se misturando entre a vida pessoal e profissional. Por isso, esse é um ponto de atenção que todo gestor deve ter com sua equipe. Converse com seu time, avalie os projetos, reveja as divisões de atividades e mapeie as necessidades de otimização de processos. Se preocupe com a qualidade de vida deles e reorganize os fluxos de trabalho sem priorizar uma pessoa ou outra.
  6. Saiba reconhecer e parabenizar: Talvez esse seja um momento em que as organizações não consigam reconhecer financeiramente seus colaboradores, não aumentem seus salários e não ofereçam prêmios ou bonificações no final do mês. É um período de recessão e de redução de despesas. Mas ser reconhecido não diz respeito somente a isso. Cabe ao bom gestor, usar de outros artifícios para valorizar seu colaborador. Um elogio diante de um desempenho diferenciado pode significar muito para quem recebe e servir de exemplo para quem ouve. Existem muitas formas de manter o seu time proativo e motivado em home office e, como abordado, esse é o principal papel de um acolhedor, que saiba reconhecer e compartilhar vitórias. Boas práticas de empatia podem ser um diferencial neste momento tão adverso e de constante preocupação. 
Essas são apenas algumas dicas que você pode adotar para aprimorar o seu trabalho como gestor, neste período de home office. Sabe de mais algumas dicas? Conte para nós, aqui nos comentários, e vamos juntos, passar por esta fase e manter nossas organizações ativas.

O DESEJO da MUDANÇA que não se aplica


Entre tantos assuntos da vida e do sentido que nos move, transbordou essa frase que transmite o que percebo nos processos de autodesenvolvimento. O quanto buscamos métodos e fórmulas para alcançar nossos sonhos e desejos e assim atingir a nossa realização dentro da Roda da Vida.

A busca pela mudança é interminável. Almejamos tanto, mas não percebemos a mudança já existente em nós. A impermanência foi a primeira palavra ensinada a mim no caminho do autoconhecimento, nesse universo humano e único e a cada passo descubro sobre eu e a vida.

O resultado da minha mudança começou com a observação diária da minha realidade tal como é, entender que tudo, inclusive eu, estou em constante mudança. O desconforto da técnica manifesta quando eu observo o meu padrão habitual e questiono o motivo de não conseguir alcançar a meta desejada.

O que fazia de mim diferente de tudo que estudava?

Percebi que é preciso entender dois obstáculos ocultos que nos impedem de atingir o próximo passo da mudança.
  1. O Mito da Vocação: Essa história de vocação, começou a muitos anos, através das histórias religiosas, como “chamados da vida”, destino a realizar um trabalho específico e isso com o tempo “encontrar nossa vocação” passou a ser uma descoberta para todos. Passamos a ficar ansiosos por essa busca que não chega, somos bombardeados pelas informações e testes psicológicos no incansável saber do que fazer da VIDA. A natureza de cada indivíduo é único, então como definir em detalhes a vocação de cada um? É impossível rotular habilidades, pois o mundo está em constante mudança e transformação então é absolutamente sensato não saber o que fazer e qual trabalho atuar. Somos Seres Humanos não Afazeres Humanos, a mudança é necessária para se perceber diferente.
  2. A imprecisão da mente: Mesmo quando sabemos o que fazer da VIDA, onde trabalhar e dedicar nosso tempo, nos deparamos com nossa mente inquieta e por vezes insana, que não permite que consigamos traçar um objetivo, modificar padrões de comportamentos e assim ficamos a “mercê” dos planos dos outros e do que a sociedade espera de nós. A mente não nos dá uma resposta direta e concisa, não conhecemos a nossa natureza e nossas ideias ficam desorganizadas, sem rumo. Não fomos treinados para interpretar nossas experiências perceber como se movimenta. Esperamos respostas prontas sobre nossos questionamentos e que rumo percorrer, mas digo, isso não existe. Elas podem vir, mas o fato é que se elas não forem contempladas e avaliadas dentro da nossa natureza continuaremos sem rumo e confusos com nossa escolha.
Para cada pessoa um método, não pode ser igual a todos, isso não se aplica, não é orgânico e nem sustentável. E você sabe qual caminho percorrer?

Este artigo foi escrito por Taís Michelotto (uma peregrina e investigadora da VIDA). Em sua VIDA, Taís iniciou a busca por sim mesma ao ver seu reflexo em diferentes formas e com olhar recolhido decidiu peregrinar sua própria realidade. Apoia as pessoas a perceberam a realidade que se apresenta e assim convidar a VIDA a trabalhar com elas. Quer conhecer um pouco mais da sua VIDA e do seu SerVir? Clica no link no nome dela e conheça seu Instagram.

Imaginando a vida quando a pandemia acabar


Ah os abraços... Sempre gostei dos abraços, porém nunca tinha pensado que era tanto assim. Hoje saio pelas ruas querendo encontrar pessoas, dar um abraço nelas. Nunca imaginei que um gesto tão simples fosse tão primordial em minha vida. Olhando as pessoas sem máscaras de proteção nas ruas, descubro que as máscaras internas caíram também. As pessoas estão mais alegres e se permitindo sentir. Elas não passam mais apressadas, elas sorriem, cumprimentam-se e, quando sentem reciprocidade, param para um simples abraço, que de simples não tem nada, pois as conecta uma à outra, levando a mensagem de que vai ficar tudo bem. 

Ah os abraços... Ainda no meu passeio sinto a energia das pessoas diferente. Vejo-as sentindo o perfume das flores, contemplando passarinhos, observando do banco da praça o movimento ao seu redor. a praça que hoje está tão cheia... Cheia de risos, cores e alegria e eu assisto a tudo isso como uma mera espectadora que gosta do que vê... E se anima a cada observação.

Parece que a pandemia durou uma geração, e hoje o que vemos nas ruas são outras pessoas, com muito mais esperança, humanidade, alegria e que se importam com pequenos gestos. é maravilhoso esse novo olhar. enfim, vemos em prática o tão sonhado respeito à natureza e ao espaço do outro. Não escuto gritos, soluços ou choros, mas sim canções, risos, conversas animadas intercaladas com abraços. Olha eles aí de novo.

Ah os abraços... Parece pouco, parece simples, parece involuntário, mas não é. O abraço é cheio de empatia, compaixão, amizade e amor, e quantas formas de abraço existem... Tem os abraços apertados (de urso), com tapinhas nas costas, aqueles divertidos com balanço, os abraços eternos (aqueles em que você abraça e até se esquece de que está abraçando e fica assim por um bom tempo), aquele meio sem jeito, o tímido, o abraço do aconchego, de encantamento, de amor... os abraços do bem! 

Ah os abraços... Passeando em um bar pela noite, algo me chamou a atenção: os celulares não são mais a estrela da noite, até porque no abraço faltam braços para bater o retrato. a importância do momento atual é sentir, aproveitar o agora dentro de um abraço e, de repente me dou conta de como o abraço sempre esteve presente em minha vida, mas que foi na sua ausência que entendi o seu poder.

O abraço dos professores, da mãe e do pai na hora de uma febre, depois de um gol, o abraço da despedida, do namorado, de um grande amigo, o abraço no irmão, o abraço da vitória (e da derrota também), o abraço da promoção e aquele depois de uma demissão, o abraço apertado no animal de estimação.

Ah os abraços.... Agora eles voltam com tudo, quem sabe para serem os protagonistas dos nossos dias, que só serão realmente bons quando forem recheados dos maiores abraços. Quer me dar um abraço?

Este post foi criado por Maria Claudia Söndahl Rebellato - Pedagoga, alfabetizadora, autora de materiais didáticos, especialista em felicidade e em psicologia positiva. Pesquisadora, palestrante, escritora e consultora. Proprietária da empresa Espaço Pedagógico @espacopedagogico2019