28 de janeiro de 2013

Entendendo o empreendedorismo social

Sempre existiu essa ideia de que iniciativas sociais, seja na forma de organizações, instituições ou associações, têm princípios de operação muito distintos de negócios. Negócios servem para o lucro, enquanto o primeiro serve apenas para causas sociais, ambientais e humanitárias.

Mas espera aí. Organizações têm custos que precisam ser pagos, como qualquer outro negócio. A própria definição de uma organização sem fins lucrativos, uma organização que usa a renda para atingir seus objetivos ao invés de distribuí-la como lucro, não é muito distinta de um modelo de negócio. Apesar de sempre existirem essas linhas em comum, ambos geralmente eram vistos separadamente.

Recentemente entretanto, com todo o movimento empreendedor alavancado pelos modelos de negócios de internet e o crescimento de uma mentalidade sustentável, diversos empreendedores têm tentado encontrar um meio termo: um negócio com uma atitude social – empreendedorismo social.

Empreendedorismo social é o reconhecimento de um problema social e o uso de princípios empreendedores para organizar, criar e gerenciar um empreendimento social para alcançar uma mudança social.


Enquanto um empreendedor geralmente mede a performance em lucros e retornos, um empreendedor social também mede o retorno positivo para a sociedade. Existem diversos casos de negócios sociais que se tornaram bem-sucedidos.

Um deles e o TOMS. Em 2006, o viajante Americano Blake Mycoskie ficou amigo de crianças na Argentina e notou que elas não tinham sapatos para proteger seus pés.

Querendo ajudar, ele criou a TOMS Shoes, uma empresa que para cada par de sapato vendido, doa um par de sapato para uma criança que necessita. Um por um. Para todos os empreendedores por ai, por que não considerar as necessidades sociais na hora de criar um novo negócio? Existem diferentes tipos de lucro, e quem sabe, você logo pode se tornar o próximo milionário social.

Texto de Fernando Sapelli, retirado do Portal Instituto Progredir.