9 de julho de 2012

O valor da alegria



A alegria sustenta o bem-estar físico e propõe um entusiasmo na mesma dinâmica. Não obstante, carece de ser purificada dia a dia, para não nos trazer aborrecimentos. Ela converge de pontos sensíveis, de alta sintonia com coisas e fatos que apreciamos. A temática da nossa conversa será júbilo cristão, se nos esforçarmos para que ele floresça com toda a sua gama de bem-estar no coração dos homens. A satisfação natural e pura nasce na alma, sob as mesmas leis da lavoura no mundo.

A semente tem de ser entregue à terra fértil e tratada nos momentos adequados. A irrigação requer cuidados permanentes da vigilância, companheira inseparável. Assim, os bons pensamentos somente despontam nos horizontes da mente, no regime de grandes esforços e ingentes sacrifícios, porém, compensam o trabalho de saneamento, pois luta nenhuma, principalmente no bem, ficará em vão.

A natureza nos responderá com as qualidades de frutas inerentes às sementes que plantamos, obedecendo à lei da justiça. O amor é como um presente de Deus às criaturas, é uma luz inextinguível que interliga todos os espíritos, senão mundos e fluidos em um cântico de alegria. A mente é a matriz que dá forma aos sentimentos em um plano mais rarefeito. Depois, a razão aprovará ou não as ideias que deverão ser executadas, materializadas no mundo das formas concretas. As que não são aprovadas pelo senso são jogadas em canais excretores, ou marginalizadas em alguma área mental desprevenida. esperando oportunidades de ressurgir. Foi nesses termos que Jesus aconselhou seus discípulos a orar. mas que também não se esquecessem de vigiar.

O homem inteligente, na expressão reta da palavra, mesmo que cometa alguns enganos, ou que seja influenciado por sugestões inferiores, incompatíveis com o ambiente evangélico, nunca deixa de se esforçar para sair dessas amarras da ignorância, pois é nesses impulsos santos que lhe vem a ajuda dos benfeitores maiores. A mente é uma caneta divina, com substâncias superiores em um automatismo sem precedentes, regida pela alma, que escreve, sem cessar, no livro da consciência. Se escrevemos coisas fora da lei, somente a borracha, talvez de milênios, tem o poder mágico de limpar. O aprazimento puro do espírito depende da sua conexão com as normas do Criador, pois não existe alegria verdadeira sem paz na consciência. Não podemos enflorar ninguém com os dignos ideais, se não harmonizarmos, primeiramente, nossos sentimentos e obras.

A educação da mente é a nota chave que devemos tirar na harpa do instrumento sagrado. Ainda poderemos comparar nossos sentimentos a potros bravios que devem ser adestrados, e o trabalho é nosso. O valor da alegria, digna de ser chamada deste nome, é desconhecido ainda pêlos homens. É o melhor medicamento para todas as enfermidades, é a melhor companheira dos sofredores, é uma grande solução para todos os problemas, pois ela aciona recursos onde quer que seja, para tudo que nos possa ser útil, até mesmo em dimensões espirituais que não percebemos. E como adquiri-la? É aí que estamos tentando ajudar-vos.

Nada no mundo nos é dado sem esforço próprio, e todo trabalho tem seu correspondente. Esse estado de alma é adquirido. Plantai-o bem em todas as direções em que andais, porque de todas partem ramificações de alegria que, algum dia, se tornarão em um todo nucleado as qualidades requeridas pela vida direcionadas para a felicidade. Concentrai-vos na alegria quando estiverdes falando a alguém. Vibrai na alegria quando estiverdes lendo coisas educativas para os outros.

Pensai com alegria na saúde dos que sofrem, que ela, essa companheira celestial, começará a fazer parte da vossa vida.

Autor: João Nunes Maia no livro Horizontes da Ment, publicado no site A casa do Aprendiz.