2 de março de 2010

A importância de ter paixão pelo trabalho

Para 'promovidos em série', gostar do trabalho é a chave para crescer.

G1 ouviu história de quem entrou em cargos 'na base' e hoje está na chefia. Confira como esses profissionais fizeram para subir na empresa. Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo.
"Eles começaram como atendentes ou recepcionistas em empresas e, hoje, são gerentes, diretores e superintendentes. De acordo com os integrantes desse grupo que escalou a montanha corporativa, o sucesso depende acima de tudo de um fator: gostar do que faz.

É claro que, além de ter paixão pelo trabalho, há uma série de outros itens que compõem essa fórmula, acreditam os bem sucedidos. Para eles, é preciso também ter vontade, dedicação, continuar a estudar e ter o incentivo da própria companhia.

As histórias ouvidas pelo G1 foram as de Iris Barbosa, de 43 anos, que começou preparando os lanches em um restaurante do McDonald's e hoje é diretora de treinamento para a América Latina e Caribe da empresa; de André Barbosa Almeida Pinto, 37 anos, que há dez anos entrou no Hospital São Luiz como recepcionista e hoje é superintendente de operações da empresa, e de Leandra Gallo Antão, de 29 anos, que foi recepcionista e hoje é gerente geral de um hotel da Atlantica Hotels International.

http://www.kryohunter.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/fechadura.jpg

Ouvimos também a história de Thalita Barreto Guimarães, de 26 anos, que entrou na empresa do ramo farmacêutico Boehringer Ingelheim como estagiária e hoje é gerente de produto.

Iris tinha 16 anos quando conseguiu seu primeiro emprego formal. O cargo era de atendente, preparando os lanches em um restaurante do McDonald's, em São Paulo. Antes, ela trabalhava na mercearia de seu pai em Osasco, na região metropolitana do estado.

A busca pelo primeiro emprego veio por conta das necessidades da então adolescente, que queria ter dinheiro para comprar suas coisas. "Eu não queria pedir ao meu pai, pois sabia que o que ele tinha era escasso", diz. Na época, trabalhar na cozinha de uma lanchonete não era o emprego dos sonhos. "Cheguei a fazer curso de datilografia porque queria arrumar emprego em banco ou escritório. Sem experiência, eu não conseguia uma vaga".

Iris ficou sabendo da seleção de candidatos para uma nova loja do McDonald's e resolveu arriscar. Ela cursava o ensino médio à noite e não tinha nada a perder. Menos de um ano depois, ela havia passado pelo cargo de atendente, que tem a função de preparar os lanches, e havia sido promovida a coordenadora da equipe. Iris diz ter ficado estimulada com a oportunidade. "Com 17 anos eu já coordenava pessoas que, até então, eram colegas de trabalho".

De lá para cá, ela passou por outros oito cargos: depois de coordenadora, foi promovida a subgerente da lanchonete e, aos 21 anos, recebeu o cargo de gerente geral. Por ser mulher e negra, afirma ter sofrido preconceitos. "Uma vez um cliente pediu para falar com o gerente e, quando apareci, ele disse - não é com você que eu quero falar, mas sim com o gerente responsável pela loja".

Depois de gerente geral, Iris passou pelos cargos de consultora de treinamento (que visita os restaurantes para ajudar os gerentes no treinamento dos funcionários), consultora de operações (apoio ao consultor de treinamento), consultora de franquias (o mesmo trabalho, mas com franqueados), gerente de treinamento (responsável por definir as ações estratégicas dos consultores), diretora de treinamento no Brasil e, por fim, diretora de treinamento para América Latina e Caribe, cargo que ocupa há quase três anos.

"Tenho orgulho da minha trajetória. Sou mulher, sou negra e quando comecei não tinha muita formação." De vez em quando, ao visitar as unidades, Iris afirma ser questionada pelas atendentes como conseguiu chegar aonde chegou. Para ela, o importante é se identificar com o trabalho e buscar desenvolvimento para se diferenciar e atender às necessidades da empresa.

A primeira coisa, sugere, é a pessoa saber o que quer fazer. "Todo mundo trabalha porque precisa de dinheiro. Mas é muito melhor quando você gosta do que faz e ainda ganha para isso".

Durante a carreira, Iris chegou a cursar até o terceiro ano da faculdade de economia e precisou parar por conta das viagens a trabalho. Voltou a estudar e se formou em pedagogia. Depois, fez um MBA (Master of Business Administration) com apoio do próprio McDonald's. Ela também estudou idiomas e focou o aprendizado no espanhol, idioma que diz ter mais afinidade.

Afinal, a empresa tem que dar a possibilidade, caso contrário, o funcionário não consegue construir a sua carreira. Já, o papel do profissional, por sua vez, é perceber que tem competência para determinada áreas e correr atrás do crescimento.

http://2.bp.blogspot.com/_rcj_a8yEIPE/SSGjKyDjO6I/AAAAAAAABhY/Ec8lNaBPwwk/s400/Cultura.JPG

Material sugerido por Chico - Aluno da ULBRA EAD (terça-feira)